© 2020 Dr. Marco Aurélio Guidugli - CRM-SP 115.842 - RQE 39.781

HARMONIZAÇÃO FACIAL

Você sabe o que é harmonização facial?

 

 

Quando você navega na internet e em redes sociais como Instagram e Facebook, não é difícil esbarrar no tema da harmonização facial. O procedimento é usual entre artistas e celebridades e tem por objetivo realçar a beleza do rosto através de ações não cirúrgicas ou minimamente invasivas que promovem a melhora na harmonia da face. 

O objetivo da harmonização facial é melhorar algumas partes do rosto e não promover uma mudança radical. Ou seja, a ideia é exaltar as características que consideramos belas dentro dos padrões estéticos atuais com intervenções pontuais em regiões que podem ser vistas como “feias". 

No consultório

As intervenções podem ser feitas com toxina botulínica (o famoso botox), preenchedores (ácido hialurônico e os estimuladores de colágeno), e fios de sustentação. 

A toxina botulínica, por exemplo, atua nas rugas dinâmicas e na musculatura da face, enquanto os preenchedores são usados para melhor definir áreas como a maçã do rosto, o queixo, a mandíbula, o nariz ou os lábios. 

Por sua vez, os estimuladores não têm efeito imediato, mas sua aplicação na harmonização facial pode deixar a pele mais firme e combater a flacidez. Já os fios de sustentação são colocados para suspender o tecido da região da sobrancelha ou bochecha, agindo como um lifting “sem cirurgia”. Os procedimentos citados acima são realizados no consultório e o paciente pode voltar a fazer suas atividades normalmente já no dia seguinte. 

No hospital

Em alguns casos, a harmonização facial também pode incluir procedimentos cirúrgicos que, diferentemente dos procedimentos anteriores mencionados, são realizados em ambiente hospitalar. 

Dentre os procedimentos mais usuais estão a ritidoplastia (cirurgia plástica para flacidez facial/rugas), a blefaroplastia (cirurgia plástica das pálpebras para retirada de excesso de bolsas de gordura e pele) e a bichectomia – retirada de gordura do rosto. Além deles temos a rinoplastia, que é uma intervenção cirúrgica usualmente aplicada para “afinar” ou também “levantar” o nariz do paciente.

A blefaroplastia e bichectomia tomam, em média, uma semana de recuperação do paciente. Já os pacientes que se submeterem à ritidoplastia e à rinoplastia necessitam de uma pausa pós-cirúrgica de, pelo menos, duas semanas de repouso. 

Os pacientes que fizerem harmonização facial com intervenção cirúrgica devem evitar atividades físicas por, em média, 45 dias após o procedimento.   

Para homens e mulheres

Há diferença na harmonização facial masculina e feminina? Bem, elas costumam ter pontos específicos, levando em conta os padrões estéticos de cada um. 

É comum entre os homens, por exemplo, evidenciar o ângulo do maxilar ou também o formato mais quadrado do queixo. Já as mulheres, em grande maioria, preferem realçar a beleza das maçãs do rosto. 

Para eles o ideal é a aplicação de ácido hialurônico para deixar a mandíbula e o queixo mais quadrados. O mesmo método pode ser usado para aumentar a projeção do queixo. O cirurgião plástico também lança mão de estimuladores de colágeno para melhorar a flacidez em geral da face e do pescoço.

O botox é uma importante ferramenta para a redução das rugas da movimentação facial em geral. Na mulher, a toxina botulínica pode também acentuar o arqueamento do supercílio deixando no padrão estético atual de “asa de gaivota”. 

Os preenchedores e estimuladores de colágeno no nariz podem realçar a beleza natural, deixando o nariz feminino um pouco mais “empinado” do que o masculino.

No caso da harmonização facial em pacientes do sexo feminino, existe uma procura maior para realçar o contorno labial e do arco de cupido (centro do lábio superior), além do aumento de volume dos lábios. Nesses casos, os preenchedores são a melhor alternativa recomendada pelos cirurgiões plásticos.

Lembretes importantes para os leitores: não é recomendado mudar radicalmente o rosto do paciente e nem exagerar no volume dos preenchedores sob pena de gerar resultados frustrantes num procedimento cirúrgico ou não de harmonização facial.  Vale salientar ainda que não existe um padrão de tratamento: ele deve ser individualizado para a necessidade de cada paciente.